sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Cobrar projetos por m2.

Este texto foi motivado pela live que fiz ontem com a ABD Nacional. 

Em determinado momento explicando a diferença do pensamento linear, racional e industrial associei a forma de cobrar os projetos por metro quadrado. Uma ideia que se expandiu pelo mundo por ser simples, adequada a desenvolver por etapas (Fordismo) e pelos mestres Le Corbusier e M. van der Rohe, e que persiste até hoje quando na verdade já deveria ter mudado, pois não há coerência nesse modelo de negócio no mundo contemporâneo hipercomplexo, de "cauda longa”, onde tudo tende para o Free! para citar de uma única vez o Anderson autor destes dois livros.



Além dos inúmeros comentários que recebi, minha querida amiga, a grande criativa Ana Maia fez um post no Instagram, replicando minha fala: Leonardo Da Vinci não cobrava por metro quadrado. E se assim fosse a Monalisa - uma das obras mais valiosas do mundo - seria a mais barata, pois é a menor em tamanho. Aliás ela é tão valiosa, que a maioria das pessoas imagina se tratar de uma obra de grandes dimensões quando na verdade não é, mede em torno de 80X50 cm. Já vi muita gente se decepcionar quando se defronta à obra, pois a entende que é pequena. Percebam como o público também tem essa associação de preço com tamanho. Oriundo deste pensamento linear da revolução industrial, pois tem a ver com a materialidade, o mesmo ocorre com o peso, antigamente costumavam levantar a mesa, ou bater nela antes de comprar para assim reconhecer que era boa pois era pesada! 


Lógico que, na Live, explicava a diferença de preço e valor. E minha proposta é uma reflexão: no caso de arquitetura e interiores, é possível, ainda, cobrar por metro quadrado?

a dificuldade de um projeto de 40m2 é dez vezes menor que um de 400m2? 

E se a obra tem pequena metragem quadrada mas uma grande pé direito? não seria melhor cobrar por m3? 



por exemplo numa Caixa d'água como este exemplo dos arquitetos Leigh Osborne and Graham Voce, ou seria mais barato? 



quanto você imagina que foi cobrado pelo projeto de as casas Cubo do arq. Piet Blom? é um cubo então pode cobrar por m3?



e as casas bola do arq. Eduardo Longo? é uma esfera então pode cobrar por m3?

E o vão da escada conta como área ?



e esta casa da Da. Dalvina? uma diarista que gastou suas economias de R$ 150 mil e contratou o escritório de arquitetura Terra e Tuma e ganhou prêmio internacional de arquitetura, quanto vale?


para quem é interessante esse modelo?

esse contribui para valorizar o projeto?


A ideia é pensar em por que fazemos o que fazemos. 

Quem escolheu esta profissão e pretende ganhar muito dinheiro, nesse mesmo pensamento linear, a maioria imagina que então para ganhar muito dinheiro com projetos é preciso de projetos com grandes áreas. 

Será que ainda desta forma linear, projetos de grandes dimensões não me levariam mais tempo? e seriam necessárias mais cabeças pensantes e portanto custaria mais para realizar o projeto. E desta forma talvez o saldo seria menor?



Foi apenas uma provocação.


Obrigado @abd e @angelaVillarubia pela LIVE.

domingo, 12 de julho de 2020

No passado os óculos eram acessório de saúde, hoje com design são "fashion". No futuro será a vez das máscaras.

Num passado bem recente o uso de óculos era apenas para melhorar a qualidade da visão.

Aí entrou o design e mudou a relação do objeto, deixou de atender apenas a saúde para atender aos desejos pessoais, emocionais e a moda, virou "fashion".

Num futuro não muito distante será a vez das máscaras.




Lembro de na infância, amiguinhos que não queriam usar óculos, se sentiam mal, excluídos. Eram necessários, por questões de saúde, precisavam melhorar a visão. Mas seu uso era desconfortável, não conseguiam fazer esportes, brincar com a mesma desenvoltura que os demais. Hoje vejo crianças querendo usar óculos, mesmo sem necessidade de saúde, apenas por uma questão estética, de ter um acessório personalizado, que os identifique. É enorme a oferta de óculos sem grau, com lentes transparentes ou coloridas de grandes marcas. Como a Prada que lançou um óculos para ir ao cinema.







De Sofia Loren, passando pelo Fantástico Elton John, Marília Gabriela a Harry Potter, os óculos viraram uma febre e entraram para o mundo da moda, por que? principalmente pelo design.




As máscaras hoje são um acessório obrigatório, desrespeitar seu uso é taxado por multas. Tudo isto porque falta design. Assim que bons designers desenvolverem novos produtos, empresas oferecem diversidade, as mascaras serão acessórios pessoais, e num futuro breve farão parte da moda.

Não se trata apenas desta pandemia do Covid, mas também por outros critérios de saúde como poluição do ar, purificação do ar, afastar odores, interlocutor de comunicação de idiomas diferentes, entre outros atributos. Até que  o design das máscaras comece atrair nossos desejos de usar uma mesmo sem necessidade.







Vejam este caso:  Ao-air, que além de design tem também alta tecnologia. Garantem que pode ser até 50 vezes melhor do que as máscaras principais testadas. E de 5 a 25 vezes melhor do que o N95 na proteção contra partículas. Traz um sistema proprietário D'Fend e nanofiltração ativa que foram projetados a partir do nível molecular para protegê-lo e limpar 98%. O design foi pensado para  mostrar seu rosto, permitindo que respire livremente, sem selo ao redor da boca e do nariz. Esse sistema permite que o ar fresco e limpo escape confortavelmente da máscara ao redor do rosto, criando uma saída contínua e unidirecional que mantém o ar externo fora.


O que acham deste futuro?


Um pouco de história.



A palavra óculos surgiu na antiguidade clássica e vem do termo ocularium, que designava os orifícios feitos na parte superior das armaduras dos soldados para permitir que eles enxergassem.


O grande orador romano Cícero (106-43 dC) precisava de escravos para ler textos em voz alta.


O imperador Nero (37-68 dC) criou um instrumento visual especial para assistir as lutas entre gladiadores, usava uma pedra verde transparente, com isto a luz da pedra era mais refrescante aos olhos. Essa crença durou até o século 19 e até hoje esse tom de verde é definido para lentes solares.

O astrônomo árabe Ibn al-Heitam (c. 965-1040 DC) foi o primeiro a sugerir que lentes polidas poderiam ajudar pessoas com deficiência visual.


No século 13, monges italianos criam uma lente semi-esférica de cristal de rocha e quartzo que, ao ser colocada sobre um texto o ampliava. Nesse mesmo século as oficinas de vidro de Murano desenvolvem um vidro bem transparente para a época, os cristalleri, que sua produção foi um segredo bem guardado. Estes ganharam o termo “vidro para os olhos” e Leonardo da Vinci mais tarde os chamou de “janela da alma”, fazendo uma relação entre os Vidros e as janelas e os olhos e a visão das coisas imateriais, daí a alma.



Em 1270, na Alemanha, aconteceu outra grande mudança: foi criado o primeiro par de óculos unido por rebites e feito com aros de ferro. Ele ainda não possuía hastes e mais parecia um compasso.


Os "óculos de hastes" se disseminaram a partir de 1850, e o design se manteve inalterado no fim do século 19 e ao longo do século 20.


domingo, 5 de julho de 2020

Ordos Art & City Museum / MAD Architects



No meio do deserto e no alto de uma praça urbana em forma de duna, surge o Museu da Cidade e Artes de Ordos na Mongolia Interior na China. 




Projeto dos incrível escritório Mad Architects. O mais interessante é que este projeto fantástico está coerente com o entorno e o discurso que esta cidade propôs para futuro a não ser pelo fato de se tratar de uma cidade “Fantasma”. Sim isso mesmo, Ordes foi Construída para receber mais de um milhão de habitantes, a cidade de Ordos tem 20.000 habitantes com apenas 2% dos seus edifícios foram ocupados. Região do Império Mongol onde nasceu Gengis Khan hoje uma província da China com alto PIB.




O projeto foi desenvolvido atento à paisagem urbana e ao conflito entre as tradições milenares e seus sonhos de futuro. “A MAD imaginou uma forma abstrata misteriosa capaz de promover um desenvolvimento alternativo e atemporal da tradição e do futuro chines. Embora a superfície dessa forma funcione como um recipiente de metal para proteger o interior dos invernos rigorosos e das frequentes tempestades de areia da região, metaforicamente essa camada externa opera como um escudo que protege a preciosa cultura e história da cidade do crescimento desconhecido da própria cidade”afirmam os arquitetos em seu memorial. Parece que previam esta possibilidade de a cidade ficar abandonada e ter que proteger a cultura para um futuro.




Fundada pelo arquiteto chinês Ma Yansong em 2004, a MAD Architects é uma empresa de arquitetura global comprometida com o desenvolvimento de projetos futuristas, orgânicos e tecnologicamente avançados que incorporam uma interpretação contemporânea da afinidade oriental pela natureza. Com sua filosofia de design principal da cidade de Shanshui - uma visão para a cidade do futuro baseada nas necessidades espirituais e emocionais dos moradores - a MAD se esforça para criar um equilíbrio entre a humanidade, a cidade e o meio ambiente.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Millennium Bridge uma ponte simbólica.



No dia 30 de dezembro de 1940 nazistas atacam novamente Londres, tudo em volta da Catedral St. Paul está destruído menos a catedral, que surge da nuvem de cinzas, como um símbolo forte de resistência e esperança de vitória, tão importante para uma cidade altamente castigada. 




Para ter uma ideia do tamanho do bombardeio chamado de Blitz pelos londrinos acompanhem este mapa interativo que mostram os locais que as bombas caíram.



A catedral sobreviveu graças às ordens do primeiro ministro Winston Churchill que ordenou a um grupo valente de bombeiros que tentassem apagar o fogo assim que começasse.

500 aviões alemães, 600 toneladas de explosivos, 1500 incêndios, 800 pessoas mortas e mais de 2000 feridos, e a catedral sobreviveu e junto o espirito de uma Inglaterra unida contra os nazistas, tudo descrito no livro Memórias da Segunda Guerra Mundial de Winston Churchill. Isto aumentou o significado simbólico da Catedral St. Paul para a cidade de Londres.



Por tudo isto a Millennium Bridge traz um projeto de Norman Foster (que tem muita coisa boa na cidade), igualmente simbólico para a cidade do futuro mostrando como Londres deveria crescer. É fantástico seu desenho, sempre que a visito com grupos alguém se emociona a ponto de chorar.




É uma travessa que se inicia na catedral em direção ao rio Thames, a pé, é uma passarela de pedestres, olhando para a frente, para o novo milênio e deixando a catedral nas costas, porém ao chegar do outro lado, uma referência ao atravessar o milênio, para ingressar devemos tornar a caminhada e olhar de novo para a catedral, para o  passado, a qual está perfeitamente enquadrada, e o descer remete a ir às bases daquilo que permitiu a cidade sobreviver e ingressar nos novos tempos, significa: resistir e ter esperança de manter-se unidos. (percebam na foto o pilar da ponte coincide com o sustento da catedral).



A ponte liga os dois lados da cidade. Agora do outro lado o Novo a Tate Modern ( antiga central elétrica de Bankside), tem um jardim que olha para o passado, e a cidade cresce no novo milênio com arte, design, arquitetura e criatividade. Uma aula obrigatória para entender que passarelas, pontes são muito mais que construção civil, com arquitetura podem ser construção da memória.


segunda-feira, 29 de junho de 2020

Praça do Campidoglio, Roma, Itália.


Por que é importante?


O projeto foi encomendado pelo papa Paulo III como parte de seu projeto maior de reurbanização do Capitólio.




Esta ficava virada para o Fórum Romano, da lateral e da parte posterior é possível ter a vista panorâmica dos fóruns imperiais e do Coliseu. Voltei a revisitar em 2010. 



A Cordonata ( rampa com degraus) ficou famosa, enquadra perfeitamente o edifício, e dá acesso à praça.


Para mim o mais interessante está no desenho do piso, elíptico com referências ao cálculo áureo, gera uma nova perspectiva, na qual o espaço entre os edifícios parece maior. 



E torna a vista para a Catedral de São Pedro no Vaticano.





Michelangelo morreu antes que a praça fosse concluída. 



Viu a Cordonata pronta e definiu o posicionamento da estátua de Marco Aurélio, que aponta para o Vaticano. 



Michelangelo influenciou Gianfrancesco Bernini que projetou muito depois (Ano: 1656/1657) a Praça São Pedro na frente da Basílica. Que utilizou da elipse como forma de criar esta perspectiva, que neste caso está potencializada pelas colunatas que seguem a curva. Uma visita que vale a pena fazer na sequência.



Historicamente do outro lado oposto temos outra elipse famosa e importante para Roma: o Coliseu.


quarta-feira, 22 de abril de 2020

Design e economia criativa.

Design e economia criativa.
Investir em design deixou de ser uma questão de luxo ou estética, é uma postura política.


"O design pode gerar um valor significativo para as economias locais e regionais: Londres continua sendo a potência do design do Reino Unido, com quase uma em cada três empresas baseadas na capital, bem como um em cada cinco trabalhadores de design. No entanto, este estudo também mostra que, nos últimos anos, a maioria das regiões do Reino Unido também tiveram um crescimento no Valor Agregado Bruto gerado por designers”.British Design Council 2018.

O design de interiores mobiliza o melhor da economia criativa que é o mercado local e a economia circular. O grande impacto está na geração de empregos diretos, cada vez que um profissional de design de interiores entra em ação gera em torno de 40 empregos diretos para cada projeto desenvolvido. Número que triplica nos indiretos de primeira instância e segue assim em todo a cadeia.
Quem está acompanhando a economia criativa no mundo já percebeu que é um dos mercados mais importantes. E não se restringe mais ao arquiteto ou designer que faz projetos residenciais para atender famílias, a maioria das empresas já percebeu a importância deste criativo e o inseriu no seu negócio.

"design opera em toda a economia do Reino Unido e não está mais restrito às indústrias criativas. Outros tipos de empresas estão investindo em designers e nas habilidades de design. Queríamos investigar como o restante da população de negócios do Reino Unido interage com os designers - como eles estão investindo em design, o impacto que isso tem na organização e qual é a demanda por design. “ British Design Council 2018

No livro Economia criativa de John Howkins o segmento de design de interiores tem grande destaque, ele apresenta o casede Sir Terence Conran, CEO do Conran Design Group uma rede de design de interiores. A escolha do Conran é pela proximidade londrina e pela excelência de seu trabalho, de fato um exemplo mundial. Costumo visita-lo frequentemente com grupos de empresários e profissionais de design de interiores. Conran tem essa qualidade de, como ele mesmo diz, “ver uma lacuna no mercado”, que é, a possibilidade de num futuro breve, ver espaços vazios que podem passar a ter vida. E tenho tratado disso nos artigos que escrevo aqui sobre tendências.
O importante é que este segmento mobiliza o mercado local, e quando tratamos de economia criativa passa a ser um dos mais importantes, como demonstrarei a seguir.
Segundo Howkins o império de Conrad vale mais de L$1 bilhão de Libras Sterlinas, gerando algo na casa de L$ 90 milhões de libras esterlinas por ano, tudo isso utilizando como princípio a criatividade no segmento de design de interiores.

Temos exemplos similares aqui no brasil de fábricas e lojas que conquistaram crescimento proporcional e relativo ao nosso mercado. Porém, o que temos estimulado desde os anos 90 não é apenas este trabalho isolado e sim, a interação entre os mais diversos atores para reforçar o próprio mercado. 
Há sem dúvida inúmeros ganhos qualitativos na vida das pessoas que usufruem de projetos criativos de design e arquitetura de interiores, projetos de iluminação, ventilação, escolha de materiais adequados, adaptados a todos, boas noites de sono e descanso, separação de detritos e lixo da alimentação, tudo isso torna os ambientes mais saudáveis, e este ganho de qualidade de vida já seria um bom motivo para contratar um profissional da área. Mas estamos tratando do design na economia criativa, e aqui quando falo de design de interiores estou me referindo na concepção mais ampla do design. Então obviamente estamos tratando não apenas dos objetos de design de produto que estão nos ambientes de interiores e que têm uma origem fabril e artesanal, estamos tratando também do design dos ambientes como projeto e concepção de espaços e também de arquitetura e construção civil, que envolve na área de criatividade inúmeros outros profissionais. Ou seja, gera empregos, utiliza mão de obra de diversos níveis, assim aproveita ao máximo a população local. 52% dos empregos formais com carteira assinada (17 milhões de pessoas) trabalham nos pequenos negócios.O dinheiro circula localmente e estes funcionários compram dos pequenos negócios, possibilitando criar novas oportunidades, gerar mais empregos e distribuir melhor a renda.Valorizar o comércio da vizinhança fortalece as pequenas empresas, que investem em inovação, atendimento ao cliente e diversificação de produtos e serviços. Ou seja, investir em design deixou de ser uma questão de luxo ou estética, é uma postura política, de escolhas. E neste momento da humanidade entendemos bem as consequências de nossas escolhas.
Alvaro Guillermo

 artigo publicado originalmente na  Revista Mix Design - Edição 53   Published on Apr 19, 2020  


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

O futuro das cidades costeiras.





O futuro das cidades costeiras.
Em busca de uma relação mais harmônica e 
ecológica com os oceanos.



Cidades costeiras enfrentam o crescimento populacional, seu desenvolvimento urbano e uma luta constante entre o mar e a areia, o que afeta a vida marinha. Até o início do século passado poucas pessoas moravam nas costas, hoje quase 50% das pessoas no mundo vivem nestas áreas. É uma reflexão urgente que deve ser enfrentada não apenas por estas cidades, muitas com a existência ameaçadas pela invasão das águas, mas por todos nós, já que os oceanos cobrem dois terços da Terra. Deixou de ser apenas um problema de Veneza na Itália, Roterdam na Holanda ou Olinda no Brasil, Nove em cada dez das maiores cidades do mundo estarão expostas ao aumento do mar até 2050.
É também um problema de ecologia grave que encontra desde as mudanças climáticas aos impactos do ser humano sobre os oceanos como os lixões flutuantes.
Diante de todo este problema a Oceanix está dando passos ousados ​​em direção a um futuro mais resiliente, projetando e construindo cidades flutuantes para as pessoas viverem de maneira sustentável no oceano.
A OCEANIX CITY é uma visão da primeira comunidade flutuante resiliente e sustentável do mundo para 10.000 habitantes em 75 hectares de acordo e apoiando a Nova Agenda Urbana da ONU-Habitat. O projeto está ancorado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, canalizando fluxos de energia, água, alimentos e resíduos para criar um plano para uma metrópole marítima modular. OCEANIX CITY foi projetado para crescer, transformar e adaptar-se organicamente ao longo do tempo, evoluindo de bairros, vilarejos e cidades, com a possibilidade de expansão.
O projeto foi desenvolvido pelo escritório Bjarke Ingels Group BIG, um grupo de arquitetos, designers, urbanistas, paisagistas, ​​designers de interiores e produtos, pesquisadores e inventores de Copenhague, Nova York, Londres e Barcelona.

De acordo com Ingels, "A única constante no universo é a mudança. Nosso mundo está sempre mudando e, neste momento, nosso clima está mudando. Não importa quão grande seja a crise, grande também é nossa potência humana coletiva. Temos o poder de nos adaptar à mudança e temos o poder de dar forma ao nosso futuro".
OCEANIX CITY não é apenas sustentável, mas também à prova de inundação e projetada para sobreviver mega tempestades. No caso de uma grande mudança de longo prazo nos padrões climáticos, toda a cidade flutuante pode ser desmontada e rebocada para um local mais adequado.

Nesta relação com as águas encontra-se nosso futuro.



artigo originalmente publicado na revista MixDesign Edição 52 pag 74/75
https://issuu.com/revistamixdesign/docs/edicao-52