quarta-feira, 8 de abril de 2015

Coexistência e Mudanças

Coexistência e Mudanças

Tenho amigos em quase todos os Estados do Brasil, mas estou triste.
Visitei, trabalhei, lecionei e dei palestras em inúmeras cidades do Brasil, sempre fui muito bem recebido, com muita expectativa, simpatia e cordialidade.
Recebi, e ainda recebo, inúmeras pessoas vindas de diferentes lugares do Brasil e do Mundo, e todos elogiam o carinho, a atenção e a simpatia com que são recebidos na minha cidade e no Brasil.
Isto faz parte de nosso jeito brasileiro de ser.
É parte daquilo nos dá unidade, este jeito de ser e a nossa língua com os mais diversos sotaques, cantos, e qualidades regionais. A língua é minha pátria, Caetano traz Pessoa a um país que quase não tem limites geográficos com seus vizinhos.
Esse respeito ao multicultural e o respeito às diferenças, é brasileiro.
Daí a miscigenação de raças de gente tão bonita, e a transculturalidade que permite o novo, e se faz possível aqui no Brasil.
Acabei de ouvir o Lenine, Alceu Valença e Suassuna falar sobre o frevo, que é isso, é novo a partir de outros.

Mas estou triste, porque estamos perdendo o respeito, e com isso a felicidade que andava estampada nos rostos.
Se pedem mudanças, quais?
Se a mudança exige perder o respeito sobre o outro, não é o país que gostaria de viver.
Por isso escolhi viver aqui, porque aqui todos somos brasileiros.
Sou utópico, como Galeano propõe, pelo menos acreditamos que podemos caminhar e sair do lugar.
A utopia nos move!
Quidiabéisso?
É acreditar que podemos melhorar.
Imagino que Lennon tinha razão, não é tão difícil viver sem fronteira geopolítica.
Muito menos dentro de nosso País! né não?
Afinal qualquer Gurí sabe que do outro lado são gaúchos também, mas falam castelhano, tche!

Não posso pedir aos meus amigos que parem com estas ofensas mútuas, sem coerência e que são incentivadas por grupos interessados no poder. Não no Brasil!
Mas estou ficando muito Arretado! porque esta rede não dá tempo de cutucar, e outro já responde com ofensa pior.

Sei que vivo numa Paulicéia desvairada, mas permite que Flávio vista saiote, e deu chance ao novo e à modernidade! Não do cinema de Glauber, nem da Bossa de Jobim, brasileiro no nome. Mas fizemos de 3 dias uma semana moderna.
Se esse é nosso jeito, porque não?

Entendo que a sofisticação de Djavan é compreensível na visualização das cores do oceano que banha suas praias, ou quando percebe o traço do arquiteto em Brasília. Gosto dela tanto assim.
Entendo a vida e a morte de Severina, e dos que se retiram de qualquer lugar, todos sofrem. Mas estes acreditam, por isso caminham. É uma Saga pelas semelhanças.

Afinal quando nos dividimos entre Vermelho ou Azul fazemos uma das melhores festas do Mundo, na pequena Parintins. Torcer pelo Azul ou pelo Vermelho deveria ser uma festa, não uma ofensa.
Vou encurtar a prosa: O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Devemos exigir mudanças. Quero acreditar que as haverá. Só Não podemos mudar essa qualidade que temos chamada Coexistência.
Alvaro Guillermo
Podem compartilhar se desejarem, mantenham a fonte.
A foto que ilustra é minha feita no Recanto Mamulengo em Recife 10/10/14
#mudanças #coexistência #serbrasileiro

INFOGRAFIA - Design e o resultado das eleições

Brasil é Lilás: Design e o resultado das eleições.

O que é infografia?
É quando tentamos resumir com símbolos, signos e desenhos informações através de gráficos, geralmente se faz necessário quando estas informações são complexas. Estes gráficos sintetizam visualmente a informação de modo que possa ser interpretada rapidamente. Ou também para atrair a atenção para um estudo mais aprofundado dessa informação.

É o que está ocorrendo com o resultado desta eleição.

Estamos cometendo um erro de Design.
O resultado destas eleições não são a divisão de um Brasil em azul e vermelho.
A infografia está equivocada, e merece uma urgente interpretação dos dados para evitar que o ruído se torne realidade.
Um estado vermelho pressupõe 100% desta cor, igualmente para o Azul.
As variações cromáticas que vão do vermelho ao azul é grande, entre elas as mais conhecidas o roxo e lilás.
Podemos ver vermelhos com pouco de azul, e azuis com pouco de vermelho.

Esse mapa apresentado está equivocado!
Talvez por interesse dos meios de comunicação responsáveis pela informação, ou por irresponsabilidade, ou desconhecimento do valor da imagem na informação ( o que é pior).
Imagino Alberto Manguel descrevendo o resultado desta eleição através deste mapa.

A leitura rápida é sempre equivocada, ainda mais quando feita apenas através da infografia, esta deveria ajudar a interpretar a informação, não distorcê-la.

Diante da real leitura dos dados todos os lugares tem vermelhos com azuis. Se é para misturar as duas cores temos roxos avermelhados e roxos azulados.
A mistura de azul com vermelho é roxo e com 20% de branco vira Lilás.
Pronto nossa cor é lilás!

É como de fato somos, até porque tem um monte de cearense morando em São Paulo, e outro tanto de paulistas morando no Ceará.
Mas, se estudamos mais profundamente os dados veremos, que não somos metade vermelhos e metade azuis. Isso é coisa de americano.
A minoria é vermelha e azul, tem um monte de cores no meio desta história que aderiu a outra cor, por causa das regras (do jogo).
Tem muito amarelo, muito verde, muitos pretos, e muitos que não tem cores, porque as regras não são claras, porque muitos não entendem o jogo, ou porque não estão a fim de jogar e são obrigados.

Logicamente que por motivos óbvios defendo a importância do design em nossas vidas, e existem momentos em que não posso me calar.
Esta discussão que se estabelece principalmente nas redes sociais são frutos da falta de um bom design gráfico e de informação.
Existem congressos científicos nacionais e internacionais que tratam apenas desta qualidade do design que é favorecer a comunicação, e que neste momento está faltando nos meios de comunicação e promovendo assim um debate sem fundamento e que poderá ter conseqüências graves em breve.

Não vejo um país dividido em dois. Vejo um país com realidades culturais e regionais muito diferentes.
A todo momento que tratamos dos nossos valores isto é citado. Nos orgulhamos de sermos um país continental multicultural, por que deveríamos ter todos a mesma cor?

Estou feliz porque temos a democracia que nos permite a manifestação oficial, e o resultado das eleições mandaram um recado: o país não é vermelho nem azul, ninguém está com essa "bola toda"!
Se for para misturar o Brasil é lilás.

Alvaro Guillermo
#nemazulnemvermelho #mudanças #coexistência #serbrasileiro
sugiro a leitura de meu outro texto Coexistência nesta página ainda pertinente.

dia 15 vou prá Rua! Por que?

dia 15 vou prá Rua! Por que?
No ano passado no fervor do segundo turno das eleições publiquei um texto que chamei de Coexistência. Ainda entendo que precisamos apreender a viver e conviver com os outros e principalmente com as diferenças. Isto exige respeito! Talvez seja difícil de entender, afinal temos menos de 30 anos de democracia.
Eu vou prá rua reclamar da roubalheira escancarada, da falta de ética e moral, da gastança desmedida e prepotente dos políticos, do aumento de impostos e tarifas para cobrir desfalques e erros.
"Lá da rampa mandaram avisar ,Que todo dinheiro será devolvido quando setembro chegar num envelope azul índigo. Chama o síndico!"
Não estou reclamando da presidente, apenas, estou me referindo a todos que governam e aceitam esta situação. Este governo é uma junta de aliados de vários partidos, e alguns parecem estar satisfeitos com a centralização da crítica apenas à presidente. Mas ela não é a única.
"E eu menos a conhecera mais a amara? Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela. O que é uma coisa bela?"
Vou me manifestar com respeito a todos, mas não posso me calar, pois, "Mesmo calada a boca, resta o peito, Silêncio na cidade não se escuta, …Tanta mentira, tanta força bruta".
Não é de hoje que temos este problema, "Num tempo, página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória, das nossas novas gerações. Dormia, a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída, em tenebrosas transações."
Eu vou prá rua porque tem uma coisa natural minha que brota à flor da pele e que me faz ser assim, "Que me queima por dentro será que me dá. Que me perturba o sono será que me dá. Que todos os ardores me vem atiçar. Que todos os tremores me vem agitar. E todos os suores me vem encharcar. E todos os meus nervos estão a rogar. E todos os meus órgãos estão a clamar. E uma aflição medonha me faz suplicar. O que não tem vergonha nem nunca terá. O que não tem governo nem nunca terá. O que não tem juízo".
Houve um tempo que acreditei no vermelho, mas aqui, hoje, não se trata de cor "O velho comunista se aliançou. Ao rubro do rubor do meu amor. O brilho do meu canto tem o tom. E a expressão da minha cor. Meu coração!"
Não podemos perder o interesse nacional, pois há muitos interessados em nosso Brasil. Eu vou prá rua, mesmo que não tenham me convidado, "Brasil! Mostra tua cara. Quero ver quem paga pra gente ficar assim. Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim".
Afinal que país é esse que é rico? "Mas o Brasil vai ficar rico. Vamos faturar um milhão quando vendermos todas as almas".
Acredito que devemos mudar o Brasil, mesmo vendo muitos mudar do Brasil, choro "Ao ver o seu amigo partir. Mas quem ficou, no pensamento voou. Com seu canto que o outro lembrou. E quem voou, no pensamento ficou. Com a lembrança que o outro cantou" Por isso estive contra a ditadura militar, nas diretas já, contra o FMI ,Fora Collor, Não as privatizações, pela reforma política...
Meus amigos de todos os partidos, vamos fazer uma manifestação e reflexão supra partidária.
Porque acreditar no nosso futuro?
"Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar."
Alvaro Guillermo
Citações:
Coexistência.(https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4664149097120&set=a.1222233971393.26734.1695296044&type=1&theater).
W/Brasil (Chama o Síndico) Jorge Ben Jor
O Estrangeiro Caetano Veloso
CÁLICE - Chico Buarque
Vai Passar- Chico Buarque
À Flor Da Pele (O Que Será?) Chico Buarque
Vermelho - Chico da Silva, Fafá de Belém
Brasil Cazuza
Que País é Esse? Renato Russo
Canção Da América Milton Nascimento
A CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Luxo de viver bem – ter ou ser?


Atualmente, a ideia de luxo está associada também aquilo que nos é raro e, portanto, caro – não necessariamente à riqueza material e financeira, mas aquilo a que de fato damos valor. Tem muito a ver com desejos e necessidades. Para muitos, por exemplo, ter um iate não é um desejo, ou porque já o têm, ou porque nunca o conseguirão, ou talvez porque não gostem de mar. No entanto, entendemos que ter um iate, ou passear de iate, é um luxo. Isso ocorre porque o luxo não está necessariamente no objeto material “iate”, mas na possibilidade de viver essa experiência rara, diferente do cotidiano, que é “passear no mar, de iate”. O valor aqui está em viver de forma diferente, de aproveitar melhor a vida, e o signo que representa isso é o iate. Assim, associamos o iate ao luxo. Diante desse conceito, viver bem, com paz e qualidade de vida numa grande cidade caótica e frenética é um desejo e também uma necessidade a que muitos passam a dar bastante valor. Nesse sentido, poucos têm o luxo de viver assim.“A inserção de nossas identidades em nossos ambientes é importante para o reconhecimento do que somos e do que queremos ser, e não do que temos ou queremos ter.”Por isso, a casa passa a ter importância fundamental, pois é nela que podemos imprimir nosso conceito de vida, e é no ambiente de nosso morar que conseguimos sentir a importância de viver bem, quando esse pouco tempo que temos para nós mesmos passa a ter valor especial.A inserção de nossas identidades em nossos ambientes é importante para o reconhecimento do que somos e do que queremos ser, e não do que temos ou queremos ter, ou seja, passamos a entender o prazer de viver em ambientes com que nos identificamos e, quando atingimos isso, sentimos isso como luxo – devido ao valor que lhe damos.O investimento nos ambientes de nossa casa é fundamental para viver melhor; a escolha de produtos adequados é mais que uma necessidade. Poder chegar em casa e sentar numa boa poltrona, ou assistir a filmes com qualidade, ou preparar aquela gastronomia com os amigos num espaço gourmet é um luxo.É assim que este conceito se estende à casa de praia e ou de campo, que não são pensadas como um investimento financeiro, mas como um luxo necessário para preservar a qualidade de vida: são a oportunidade de viver melhor.Dessa forma, entendemos que a decoração de nossos ambientes passa a ter uma relação forte com nossas identidades, com o nosso tempo devida e com o luxo. Como se trata de identidade, isso reforça a ideia de indivíduo. A avaliação desse indivíduo passa muito mais pela sua experiência de vida, permitindo, assim, que o tempo passe a integrar essa cadeia, seja pela marcação simbólica da experiência, seja pela real percepção do mesmo.É uma situação de difícil avaliação. O valor do tempo nas nossas vidas é um conceito abstrato que domina nossas conversas do dia a dia. O tempo tornou-se raro, e a percepção de que este tempo foi vivido com a intensidade requerida é mais rara ainda. Assim, ter noção de nosso tempo de vida é um luxo. Poder fazer as coisas que queremos e desejamos no nosso tempo, ou usar o dia da forma que mais nos dá prazer, é um luxo mais raro.Este afasta-se da riqueza material de posse (ter), mas nos aproxima de valores associados à qualidade e vivência individual (ser), ou seja, discutir luxo não se trata necessariamente de entender seu conceito, e sim a noção individual que temos dele.Por isso, nos aproxima do morar, da nossa casa, do nosso habitar. É nele que temos a maior possibilidade de perceber o tempo de nossas vidas e associá-lo a uma vida de luxo. Isso nos traz mais próximos da experiência de vida, muito mais próximos do resultado para o indivíduo do que a representação deste para o social. Permite-nos entender o que somos e o que queremos ser. Uma reflexão que é um luxo.Por Alvaro Guillermo.
Publicado originalmente no livro: Roteiros de luxo São Paulo - www.roteirosdeluxosp.com.brwww.roteirosdeluxosp.com.br
O sofá balanço tem design de Paola Lenti

quinta-feira, 14 de março de 2013

Slow Design Casa Cor Campinas



Pavilhão Slow Design é um dos destaques da CASA COR CAMPINAS 2012.
Assinada pelo arquiteto Otto Félix, a instalação artística baseada no conceito de slow design é um cubro de vidro, no qual o visitante da mostra poderá parar o tempo e… Sentir-se!
“Ninguém tem tempo para nada. Estamos correndo, vindo e indo para algum lugar e nunca estamos de fato. Como as pessoas percebem as coisas ao seu redor em meio a esta correria desatinada? O estar para a arquitetura é muito importante, é valorizar o tempo do homem e é essencial para o conforto físico e para a mente das pessoas. Portanto, valendo-me do conceito de slow design do designer teórico argentino Alvaro Guillermo, imaginei uma instalação dentro da mostra que fizesse com que as pessoas parassem por alguns minutos para simplesmente sentir”,revela Félix.


O arquiteto conta que o projeto foi elaborado para mexer com todos os sentidos dos visitantes da exposição. Do lado de fora, o que se enxerga é um cubo de vidro que muda de cor conforme a luz do dia – tudo graças a uma película tecnológica da 3M, chamada Dichroic Films da 3M™, lançamento nacional. Ao entrar na instalação uma passarela de EVA, macia, provoca o visitante a mudar o ritmo do dia-a-dia e começar a experimentar o ambiente. Internamente, as paredes e o teto do cubo de vidro são compostos de desenhos feitos em chapas cortadas a laser e que formam ruas e quadras, remetendo a uma malha urbana, à cidade. A iluminação solar sobre as chapas compõe formas que, somadas ao espelho d´água logo a frente da passarela de EVA, instigam o sentido de atemporalidade.

Atrás do espelho d´água está instalado um grande painel laranja (de 5,0m x 2,5m) formado por um enorme trançado de borracha. “Tudo foi feito manualmente, pois o slow design valoriza muito o tempo do artesão, é percebido como um valor. Em última instância, dizem que o futuro é sustentável, sem processo industrial, características do conceito do slow design”, explica Félix. Parte do painel forma uma poltrona, uma espécie de cadeira de balanço moderna, desenhada pelo próprio arquiteto. “A ideia dessa poltrona vem justamente da cadeira de balanço e ao que ela nos remete. Ao nos recostarmos em uma cadeira de balanço, é necessário que tiremos o pé do chão, nos concentremos no movimento de ir e vir, pendular, desta cadeira. Para fazer isso, precisamos de tempo e acabamos relaxando. O pendulo também é como medimos o tempo no ocidente”, diz.
Para completar as sensações da instalação, Otto Félix escolheu como som ambiente a música minimalista de Philip Glass, Glass Works. “É uma técnica extrema, ao piano. Tudo a ver com o slow design”, conta o arquiteto. “Não espero que os visitantes compreendam cada detalhe pensado. A minha ideia é que eles sintam apenas, que façam uso do take your time”, conclui Félix.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Brasília História e Estórias

Brasília História e Estórias





Eduardo Kneese de Melo auxiliou Oscar Niemeyer na construção de projetos renomados para a Capital Federal
O livro escrito por Eduardo Kneese de Melo, editado e publicado pela Demais editora, uma empresa do Mais Grupo, conta a história de Brasília desde seu início, na era do planejamento.
O autor, primeiro presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) em São Paulo, entre 1943 e 1949 trabalhou na equipe de Oscar Niemeyer, ao lado de outros profissionais como Ulhoa Cavalcanti e Zenon Lotufo, Kneese de Melo participou da  construção de Brasília além da execução do projeto do Parque do Ibirapuera, inaugurado em 1954 na cidade de São Paulo.


editora: Demais F: 5097342
ano: 1992
estante: Arquitetura
peso: 300g
Ilustrado. 77p. Formato 15x15cm.

Tive a sorte de encontrar grandes homens, como Eduardo Kneese de Mello, fundador do IAB e como ele gostava de se apresentar "carteirinha 01 do IAB - Brasil " motivo pelo qual muitos o apresentavam como o primeiro Arquiteto Brasileiro.
Foi meu professor e amigo, com quem compartimos muitas conversas, até o último dia.
Estava escrevendo sobre sua história na construção de Brasília.
Convidou seu amigo Oscar Niemeyer a vir a São Paulo, (de carro), para conversar com os alunos na antiga Faculdade Farias Brito (Universidade de Guarulhos), onde estudei e na época era professor.
O país estava iniciando o processo de "abertura" política.
Oscar foi de uma gentileza única, fazendo uma das melhores palestras que vi na minha vida.
Tinha me solicitado, para sua apresentação, apenas folhas de papel em branco grandes, e ali num Flip Chart, dedicou-se por uma hora a falar e desenhar.
Não parou de desenhar enquanto falava. Todos esses desenhos foram doados à Universidade.
Saímos para almoçar e mesmo sendo um jovem curioso, mal conseguia abrir a boca para interromper a conversa e as histórias de dois grandes Mestres.
Nunca mais me esqueci dessas palavras, e hoje repito muitas delas na minha aula e palestra de brasilidade, que encanta os jovens.
Numa rara pausa consegui solicitar ao Niemeyer que escrevesse uma pequena apresentação sobre o Keenese para um possível livro que ele estava escrevendo, e que eu o estava ajudando. Disse que pelo menos faria a capa com uma ilustração de sua obra, mas que não sabia como faríamos para editar o livro, que era um sonho e que Kneese merecia registrar essas histórias.
Niemeyer me respondeu "na vida tudo é feito com paixão e amor" e fez seu depoimento ao kneese de próprio punho com sua letra peculiar.
Ele tinha razão: tempos depois abrimos uma editora (Demais) apenas para lançar o livro do Keenese, o desenho da capa é meu e na contra capa o texto de O. Niemeyer. Todos ficamos felizes.
Foi um tempo que as conversas eram mais importantes que as fotos.
Por sorte uma amiga registrou o encontro com esta única foto que tenho, e por sorte a Meire a guardou, e a Ceci a encontrou.
A conversa, está na minha cabeça.



Eduardo Kneese de Mello, Oscar Niemeyer, Alvaro Guillermo

QUAL É A TUA OBRA?


QUAL É A TUA OBRA? - INQUIETAÇÕES PROPOSITIVAS SOBRE A ÉTICA, LIDERANÇA E GESTÃO - Mario Sergio Cortella


“A idéia de trabalho como castigo precisa ser substituída pelo conceito de realizar uma obra... Enxergar um significado maior na vida aproxima o tema da espiritualidade do mundo do trabalho”.Depois do sucesso de “Não Nascemos Prontos” e “Não espere pelo epitáfio” Mário Sergio Cortella publica um texto envolvente sobre as inquietações do mundo corporativo. Neste livro, o autor desmistifica conceitos e pré-conceitos, e define o líder espiritualizado, como aquele que reconhece a própria obra e é capaz de edificá-la, buscando incessantemente o significado das coisas.

  • Editora: VOZES



  • Ano Edição: 2007
  • Qtde. Páginas: 144
  • ISBN: 8532635792
    ISBN-13: 9788532635792