segunda-feira, 8 de junho de 2009

sentidos, percepção e design

Já teve o prazer de tomar um bom vinho?

Esta experiência pressupõe um percurso estimulante dos sentidos, que propõe olhar a garrafa, o rótulo, as taças, a cor da marca do vinho na rolha, a cor do vinho e perceber sua densidade e opacidade. Depois sentir o aroma intensamente, aproximando as narinas da bebida para não sofrer interferências. Depois para degustar utilizamos o tato através da nossa língua exercendo um verdadeiro banho de nossa boca. E conseqüentemente o paladar que nos permite concluir este percurso dando-nos como resposta o gosto. Gosto não se discute por que é resultado deste processo individual que envolve nossos sentidos. Ah! Sim, caso não tenhamos percebido os sons envolvidos neste processo, como o sacar da rolha, ou o verter do líquido, ou o estalar da língua, criamos o famoso Tchin Tchin, para, com isto, garantir a utilização de todos os sentidos.

O mais importante não é o vinho, é perceber que o prazer se atinge através de um singular percurso pelos nossos sentidos, e que o resultado será único e depende de cada pessoa.

Se para perceber o gosto de um bom vinho e sentir prazer é preciso todo este estímulo dos sentidos, por que eliminar estes estímulos quando pensamos o design de ambientes?



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